Estamos usando uma ferramenta on-line que é o blog e a internet é um ótimo veículo por este poder de compartilhar e espalhar informações.

Como este é, essencialmente, um material de auto-conhecimento, preparei este texto para que possa aproveitar ao máximo este conteúdo e compartilhar com sabedoria.

Tomar para si

“Tomar para si” é um excelente exercício no aprendizado da autorresponsabilidade.

Por isso, sugiro que quando estiver lendo – caso se surpreenda pensando: “fulano(a) precisaria ler isto” – tome uma respiração profunda, volte-se para si e absorva o aprendizado contigo.

A diferença entre “querer ajudar” e realmente se disponibilizar

Atribuir a solução à alguém é um grande atrapalho para estar na liberdade.

– ” Nãaao, Siari! É porque eu gosto da pessoa e quero o bem dela!”

Observe este pensamento.  Já podemos nos voltar novamente para nós e pegar no pulo um tanto de arrogância, de nos colocarmos como quem sabe o que é bom para o outro”.

Sempre quando “eu quero ajudar”, coloco na frente o “eu quero” e assim perco a conexão com a pessoa,  tentando colocar o que “eu acho” melhor pra ela. Porém a conexão é o que conduz a verdadeira ajuda.

“Querer ajudar” é diferente de “se disponibilizar”. Pois há casos em que o que a pessoa demanda eu posso disponibilizar.

Uma pitada de humildade também é recomendada (quando somos honestos, antes de tudo conosco) para checar se realmente estamos “sentindo” no nosso coração que é OK pra nós suprir a expectativa do outro.

Porém, como muitas vezes estamos com nossas expectativas no outro, querendo muito que alguém nos supra, não resistimos a tentação do “faço o que querem de mim”.  Além do que, pode existir de forma sutil um pacto secreto: fiz por você, você fará por mim. Lógico, essa expectativa de retribuição não acontecerá.

Se atrás da ajuda, está a vontade/necessidade de ser aceito  e se existe uma barganha oculta do tipo: você me deve algo porque te fiz algo, ou, simplesmente porque queremos o olhar do outro a nos achar bons, a honestidade passou longe , ou nem passou .

Por isso, sugiro que quando estiver lendo e se deparar com este tipo de pensamento, aproveite a oportunidade de escolher voltar para si e reorganizar a sua expectativa.

Estamos programados para sermos bons

Desde muito cedo aprendemos que precisamos ser bons e  ajudar as pessoas.

Como ninguém quer ficar mal na foto – e sendo ainda crianças, não temos muita estrutura  para esta escolha. Além do medo de perder o amor dos pais.

Aprendemos muito cedo a nos corromper para receber alguma aceitação e assim seguimos nos corrompendo para ser aceitos. Isto fica tão corriqueiro que já fazemos como se fosse nossa natureza.

Assim também, temos muito medo e rejeição do egoísmo, porque também desde muito cedo ouvíamos tons pejorativos sobre as “pessoas egoístas” e então ninguém quer ser este egoísta horroroso de que ouvíamos falar. 

Mas não é bom ajudar?

– “Ah, Siari! Mas eu sou assim! Fico feliz em ajudar!”

Tem mesmo um bom nisto!  Mas está misturado!

Nos ingredientes desta receita tem:

–       Uma pitada de barganha;

–       Um tanto de medo;

–       Um punhado de necessidades de aceitação;

–       Aprovação;

–       Validação de alguém que goste de mim, já que eu não gosto;

–       Uma dose razoável de egoísmo…

–       …

Ingredientes que nem nós mesmos gostamos de aceitar que nos habitam.

– ” Mas Siari! Quando eu “ajudo” o outro me sinto bem!”

Sim! Quando não estou refém!

Sempre TEREI que ajudar alguém para ficar bem?

Quando vou ajudar para ficar bem não estou indo ajudar porque no coração estou  disponível.

Cada vez que vamos para o outro acusando, colocando expectativa, reclamando, acuando o outro para que seja como seria bom pra mim, estamos total na nossa criança.

Hum! Aí já dá uma certa vergonha!

Pra não assumir que nos identificamos com nossa criança (não é tão louvável assim esta imaturidade e o orgulho (*) não gosta nada disto) pulamos a etapa da autorresponsabilidade e vamos para a acusação.

Atenção: este é o momento exato em que se perde a OPORTUNIDADE AUMENTAR A LIBERDADE.

Do orgulho para a autorresponsabilidade

Uma boa possibilidade pode ser tomar a percepção de que: se é você que está lendo, isto é para você.

O conteúdo deste blog é um conteúdo de autoconhecimento e nem sempre é agradável ler textos que proporcionem a percepção coisas sobre nós mesmos que não são tão louváveis assim.

Aproveite!

Nesta percepção de si, é possível se observar sem acusação , reconhecer a prisão, e por meio do reconhecimento nasce uma possibilidade de fazer diferente. Assim é possível sair do círculo do autoengano.

A cada tomada de consciência – ainda que de pequenos aspectos de nossa sombra – podemos tomar novas atitudes.

Por meio desta consciência criaremos condições para acusarmos menos e nos responsabilizarmos mais por nossas ações, ampliando a consciência através do mergulho na inconsciência, com carinho e acolhimento.

Afinal o que já foi, foi como deu para ser. Sempre fizemos nosso melhor, mesmo que a partir de agora possa ser diferente.

Mas, Siari! Eu não devo compartilhar os textos do Blog?

Quando na observação dos pensamentos e das crenças associadas a eles vamos desatando os nós, as nossas asas crescem e podemos alçar vôos mais altos.

Tomar para si é o exercício que nos permite o verdadeiro compartilhar!

Compartilhe!

—————–

 (*) Quando me refiro a orgulho, arrogância, ou os egos (conhecidos como pecados capitais) estou falando de um escudo de uma grande dor, de inferioridade, que foi tomando uma forma e que recebeu estes nomes. Esta dor de inferioridade chega bem cedo em nossa vida, porque faz parte de nosso desenvolvimento e não se trata de o ego ser um inimigo, afinal sobrevivemos através dele. Em algum momento podemos reconhecê-lo, e integrar esta força, porque essa foi uma força de sobrevivência, agora já sobrevivemos, então podemos redireciona-lá.

Suficientemente, Siari.

6 Replies to “Primeiro de tudo, torne-se Pérola. Tendo suficiente pra você… ofereça.”

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