Quem sabe de mim sou eu .

E o que não sei, me disponibilizo para chegar a mim o que preciso saber.

Mas de primeira mão eu comigo mesma.

Se nos dermos conta de saber de nós mesmos já é um salto quântico, isto nos torna bem sustentáveis .

Gostaria de iniciar fazendo uma sugestão, refletir alguns instantes sobre:

Quem em você te faz achar que sabe mais de alguém, do que este próprio alguém ?

Tive uma experiência bem marcante certa vez, e me dei conta que eu pensei saber o que era melhor para uma outra pessoa.

Assim que percebi, me perguntei:

Siari de onde tirou esta ideia que sabe mais dela do que ela mesma ?

Uma pequena distração naquele momento e fui pega pela arrogância.

Estava num grupo onde participei e trabalhei regularmente por um bom tempo, uma escola de auto conhecimento e espiritualidade, um campo fértil para poder aprender sobre mim, e colocar em pratica a auto observação.

Uma pessoa que havia ficado afastada do grupo por uns meses voltou.

Quando a vi, em primeiro lugar fiquei feliz por revê-la.

Na sequência captei um pensamento:

hum! que bom que ela entendeu que aqui é o melhor lugar.

Nossa! Me choquei com a percepção deste pensamento e logo lancei pra dentro a pergunta.

Siari de onde você tirou a ideia que você sabe mais da vida dela, do que ela mesma?

Inclusive porque já muito envolvida com a Constelação Familiar naquela época, já tinha uma clareza de que as demandas das almas são tão individuais e que cada um precisa seguir seu movimento é suas próprias necessidades.

Este pensamento aparentemente não combinava com o que eu seguia nas minhas relações.

Fui checar a origem desta incoerência que captei em mim mesma

Mas uma crença estava lá, e a observei, e vi também um certo fanatismo, porque me roguei a achar que aquele era o único e bom caminho .

Não que não fosse um bom caminho, mas dai julgar que a outra pessoa deveria estar lá também, chega ser violento, além de arrogante

Perguntei e a resposta veio.

Logo vi onde estava atrelado este julgamento.

Bem! Escolhi nascer em uma família evangélica, e na igreja que frequentei por vinte anos, quando alguma pessoa parava de frequentar, e depois de um tempo voltava,

afinal é difícil bancar o medo da mão de Deus, era assim que era dito, que Deus colocaria sua mão, e isto era ser castigado pela desobediência, e pelo temor, retornaria para casa de Deus, nesta condição ouvi várias vezes, “fulana” voltou porque entendeu que aqui é o caminho.

Nem imagino como é lá atualmente, mas era assim.

E logo me vi no modo, copia-e-cola.

Sai daquele fanatismo que tanto julguei, e cheia de me achar melhor pelo “meu” caminho, fiz o mesmo. Com outra aparência afinal nem se tratava de religião, mas o fanatismo ainda falava dentro de mim. Defendendo meu ponto de vista, e querendo convencer as pessoas que este era “o melhor caminho”.

Claro se tento convencer, não estou muito convicta, mas não me dava conta disto até então.

Levei um tempo pra elaborar a vergonha da percepção da arrogância e fanatismo e justifiquei pra mim mesma por um tempo, depois aceitei e me coloquei mais atenta, e fiz uso do aprendizado recebido.

Uma semente de humildade brotou.

Dai em frente comecei prestar mais atenção, e isto me deu vários pontos de observação.

Não me rogar a saber de alguém sem lhe perguntar,

e ao perguntar estar disponível para receber o que a pessoa tem a me contar.

E me dar o direito de não estar interessada também, porque às vezes não estou podendo também ouvir nenhum drama, dai ser honesta e nem pergunto, mas não abrir espaço para criar uma história daquilo que suponho que tenha acontecido .

Foi uma lição, daquela que não e tão gostosa, mas preciosa.

Costumo dizer : tudo é bom, mas nem tudo é gostoso.

Tudo é bom porque está contido um aprendizado, e um aprendizado é um bem adquirido para alma, mas em casos que temos que lidar com alguns aspectos pouco louváveis sobre nós mesmos, não é lá uma delicia. Mas logo que isto for incluído, poderá ser ressignificado, e a energia que estava no julgamento poderá ser transformada naquilo que eu escolher, neste caso uma boa escolha é respeitar a própria vida e a dos outros. Isto me aproxima muito do amor.

Anos depois soube sobre uma interpretação equivocada a meu respeito e lembrei como foi que aprendi esta lição , e na sequência saiu esta expressão .

Qual é a distância entre o que estou (sou) e o que pensa de mim?

Imensurável, inestimável, infinita, intocável

A menos que você me pergunte sobre mim,

E eu te fale sobre mim,

E você esteja disponível para me ouvir e respeitar, o que eu sei sobre mim

Sem me subestimar, sem me enquadrar em seu foco,

Porque seu foco é seu, e não meu

E que você tenha disponibilidade para não me enfiar na sua caixa.

Se não me perguntar. Você não sabe nada sobre mim

Você só sabe aquilo que imagina sobre mim

E o que você imagina sobre mim, nada diz respeito a mim

tudo é fruto da sua imaginação

mas de qualquer forma estou disponível,

e o que quiser sinceramente saber,

sobre este fragmento de momento posso te dizer

Desde que se interesse honestamente

Se não vier a mim tudo é hipótese, invenção ou suposição.

O que me definia anos, meses, dias, minutos atras

Não mais me define

Porque estou em movimento,

disponível a dançar a próxima 🎶 musica

A me definir através do próximo ritmo,

Sem garras nem amarras

Solta a fluir na dança da vida 💃🏻

disponível a me ver, e ir onde precisar para fazer este caminho

Que me desvende

E me deixa livre de todos conceitos que tenho de mim

E me liberta também da escravidão de ter que me enquadrar para fazer parte.

Se estou na vida, a vida tem para mim

Assim aprendo a cada passo desta dança 💃🏻

Tomo como minha minha vida, e sigo em frente

Se precisar desabar, que assim seja, mas sem abas, nem rebarbas

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