Teve um tempo … já faz tempo …
Estava vivendo um dos trânsitos da minha vida, atuava na área da Estetica e Educação Física, a primeira faculdade que fiz, assim ganhava o dinheiro da sobrevivência, seguia a vida, e nem pensava em demanda de alma, só seguia.
Nesta época tinha bulimia, e fazia terapia pra tentar “parar” com isto, e muitas outras tentativas havia feito na tentativa de parar.
Entendia tudo, mas sentia tudo diferente, e continuava naquela situação.
Depois de alguns anos, já bem agoniada com isto minha irmã Sangita, insistiu pra eu fazer Renascimento, acabei por ceder, e foi uma experiência bem intensa e reveladora.
Ao voltar de um intensivo de 15 dias, com sessões de renascimento, meditações ativas, várias num dia, rodas de compartilhar, bioenergética e muito mais.
Na volta eu já não era a mesma, mas ainda não tinha a menor ideia do que eu estava sendo.
No retorno no meu dia a dia o que me segurou foram as meditações ativas do Osho, e fui tentando saber como eu estava sendo neste novo molde.
Foi um tempo bem forte, não tinha mais a base antiga e ainda não tinha notícia da nova base.
Sem base para tudo que vivenciei o iorei muito e tive uma recaída na bulimia.
Me senti perdida e sem saber pra onde ir.
Sinais da vida .
Claro uma nova direção se apresentou, forçosamente.
As clientes de estética que eu atendia, começaram e sumir, por variadas razões , mudanças, doenças, etc.
Coisas da sincronicidade anunciando uma mudança necessária, era a vida gritando por novas direções, tudo bem não fosse este meu recurso financeiro.
Rapidinho fui nesta correnteza, quase sem opção, mas seguir o fluxo era a opção.
Fiz um curso de massagem ayurvédica e agreguei uma nova opção de trabalho . Logo comecei dar aulas ainda de Estetica, e eu atuava onde dava as aulas.
Abriu se uma possibilidade, atender em domicilio com massagem .
Aí fui . Era uma pauleira porque morava em Santo André e atendia mais em São Paulo, na época que carro com ar condicionado não era comum e que era muito mais caro, e meu carro era bem básico. Era um calor do cão , não podia abrir o vidro por receio de assalto, e eu cozinhava dentro do meu possante .
Isto foi me esgotando e um dia comecei a me questionar, porque eu já sabia que eu era responsável por tudo que acontecia comigo, e que tudo trazia um aprendizado … Caramba que vida é esta que estou tendo ? Tudo tá muito pesado, sofrido e parecia que tudo era arrastado. Me perguntava que escolhas são estas que estou fazendo e qual é o aprendizado?
Comecei a pensar se precisaria mesmo levar a vida daquele jeito, e porque tinha que viver numa cidade assim tão densa e transitar tanto pra ganhar o que eu ganhava, e comecei pensar em me mudar pra “natureza” e viabilizar outras opções de vida.
Neste período eu tomava dime e anualmente ia pra floresta 🌳 para um feitio, e num ano tive uma “visão”
Vi a terra 🌏 como um corpo humano, tudo natureza, mas as grandes áreas asfaltadas eram como grandes feridas, feridas na superfície da “Pele” que tirava a possibilidade de respirar e quanto mais construção, mais ferida .
De imediato angustiei, mas na sequência compreendi, afinal o que ocorre que não há coerência nesta vida na terra, por ignorância, ignorância de ignorar, o mal que está sendo feito por falta de conhecimento e consciência, por estarmos enredados na “sobrevivência” quando não compreendemos o que é necessário para harmonizar.
Sem consciência do que é suficiente .
Nesta super concentração nas áreas “rentáveis” grandes asfaltos nos desconectam da “natureza”.
Nestes lugares, onde eu estava trabalhando, levando saúde e equilíbrio com o trabalho que eu fazia, eu e todas pessoas que trabalhavam assim, éramos pontos de Acupultura nestas grandes feridas .
Como se fossemos pontos de cura. Agulhas de Acupuntura.
Pontos de cura com o trabalho, pontos de cura sendo meditante, pontos de cura com alimentação saudável, pontos de cura reciclando lixo, o que não era muito comum naquele tempo, só tinham poucos pontos de coleta e em São Paulo .
Nesta percepção , compreendi a importância e a razão de estar onde e como estava.
Dai ficou mais fácil estar “naquela” vida e aos poucos pude ir além do meu apego ao sofrimento e a vida foi mudando, e está muito boa.
Outra vida !
Recentemente falando sobre isto, lembrei desta passagem, que naquele momento me trouxe um acalento, e uma certa calma para prosseguir.
Bons anos se passaram e que alegria de ver tantos pontos de acupuntura, porque são tantas pessoas pontos de Acupuntura e em número crescente e tenho observado tanta gente interessada e comprometida com auto conhecimento, auto responsabilidade, se alimentando saudável, meditando, yogando, alinhando se com as demandas de suas almas, buscando amor nas ações e empenhado em valores humanos.
Meu coração fica todo feliz, e cheio de esperança.
E não importa a área de atuação, se estivermos com propósitos alinhados com a demanda de nossas almas, sempre se completando, porque somos seres humanos em construção, podemos nos re-conhecer
E é o tempo de nos re-conhecer. Já somos pontos de Acupuntura a tratar e curar a terra com amor ❤️ porque a terra 🌏 sou eu, é você, somos nós

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