Gosto de mim por inteiro, mesmo com aqueles detalhes que eu mudaria

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Li esta frase um tempo atrás, achei ótima, e me encantei com ela.
Entrou no quesito “META”
Não sentia isto ainda, mas coloquei minha intenção.
Neste percurso de gostar por inteiro envolve muita coisa e o percurso precisa ser feito com calma.
Aos poucos fui compreendendo, e ainda estou nesta jornada, Como é esta sabedoria de estar harmonizada com o corpo físico.
Ao me perceber tão insatisfeita e critica com meu corpo e com minha imagem, naquela época, e observando, a vida toda estive, descontente com meu corpo, algo dos meus desconfortos refletidos neste parceiro tão íntimo e tão estranho… meu corpo.
Tudo bem que é tudo transitório, mas neste corpo que posso transitar pelas minhas experiências.
A pergunta surgiu a quem meu corpo está servindo ?
Nem precisei muito tempo pra saber.
Ao ego, e ao eu idealizado, que nunca está satisfeito,
logo esta integração não poderia ancorar .
Uma escravidão ao que foi desenhado no eu idealizado, com uma base sólida na comparação .
E se tem comparação óbvio tem inferioridade, e também pra fugir dai, que é bem ruim …. A superioridade .
Então, junto, não existe.
E nesta oscilação, acima, abaixo, foi onde surfei a maior parte da minha vida neste corpo.
Dai algumas “doenças” me chamaram , e aos 27 anos já tive a “ajuda ” da minha tiróide, me chamando pra mim, ainda assim briguei muito com ela.
E corri muito dela …. Literalmente …. Fui compulsiva por exercícios e corria muito, além de outras muitas atividades físicas.
Olhei o que deu, e fui convidada a rever alguns detalhes, quando em 2011 me questionei, onde me sinto presa?
porque me sentia presa, em algumas situações e de um modo geral tinha alguma clareza, mas faltava um ponto a ser re-visto, e a pergunta que não queria falar : o que impede minha liberdade ?
O que ainda não está conectado com minha natureza, afinal sou parte dela ?
E sempre que me pergunto, me chega o que preciso saber, e isto se transforma na oportunidade pro aprendizado.
Pergunta feita, pedido feito, conexão aberta
Logo começou a se mostrar a prisão no corpo, na imagem do corpo, na exigência com o corpo, no desrespeito com meu corpo na exigência desmedida e a desconexão com ele.
Me dei conta que “ele” não era meu aliado ….
Oi ?
Que papo mais louco, eu …. Ele …..
E fui aos poucos tentando criar um caminho de respeito, e de poder fazer uma conexão real com este parceiro, mais parceiro de todos.
Afinal sem o corpo onde e como meu espírito experienciaria tudo que precisa, e sem o espírito ele não viveria .
Bom a meta foi traçada rumo a integração.
Afinal não há eu e ele .
Tá !
na teoria já sabia disto .
Mas entre o que sei, e o que sinto… Pode ter um abismo
Mergulhei neste abismo e paguei, e pago meu preço.
Hoje agradeço exatamente como estou, mas óbvio conectada com meu corpo sigo aprimorando o sentir
E a cada novo dia uma nova leitura do que é demanda para hoje.
Demanda da minha alma, não do ego.
O ego chama, eu fortaleço a conexão com o observador, e aos poucos um passo a mais na liberação da auto condenação.
Estou assim. Em trânsito… sempre
Feliz porque a maior parte da minha vida briguei com meu corpo e me critiquei muito, hoje quando olho fotos do meu passado , penso …. Poxa …. Como é que eu não gostava de mim?
Eu era tão bonitinha. Kkkkkkk
Talvez daqui alguns anos olhando minhas fotos, poderei estar feliz com o que eu era, que é o que estou hoje, mas com a sensação ancorada na minha imagem. Até porque nem sei de darei importância a fofos daqui alguns anos
afinal o que sinto me define.

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