Não se trata de fazer o bem para ser uma pessoa boa.  

Trata se de reconhecer o que não é bom dentro de si, e a partir da consciência da maldade em si, reconhecer e escolher e fazer o bem.

O bem pra si próprio, e aí sim transbordara.

Afinal se sei o quanto dói o maltrato, porque já senti isto, não faz sentido maltratar. 

Simples? 

Talvez não. 

Mas sim, é possível. 

Aprendemos que devemos fazer o bem, isto nos levará para o “céu”

E o que é céu ?

Para o eu idealizado, o céu é receber de alguém algo que almejamos. 

Para a alma isto é migalha, esmola, e gera avareza.

Como aprendemos que fazer o bem é bom, e queremos ser amados a qualquer preço. 

“Fazemos o bem”

Mas e a honestidade onde está neste momento? 

Muitas vezes está no campo da mentira. 

É necessário uma dose de humildade e boa vontade para assumir nossas partes pouco louváveis, mais claramente falando, nossa vingança. 

Quando conseguimos reconhecer nosso lado vítima, e perceber a vantagem que se tem sendo a vítima, da prá ter outros ângulos de visão.

Mas ninguém quer ser vítima, então reconhecer a vítima não é tão simples, mas insisto é possível, 

Mais que possível é necessário,

E nada é comparável  com o prazer da liberdade que poderá ser usufruída neste processo da auto reconhecimento. 

A existência vai dando muitas oportunidades para podermos nos ver e rever, mas tem que querer, e tem um preço, mas nos descolar e distanciarmos um pouco e assumir nossas mazelas, e reconhecer nossas máscaras, é uma porta para fluir na vida. 

Se você puder ter honestidade, qual é sua máscara neste momento? 

Algumas máscaras são muito predominantes, mas transitamos nelas. 

Uma vez uma amiga me disse : estou reconhecendo tantas máscaras que parece uma fábrica de máscaras. 

Eu lhe respondi, tá ótimo então porque eu me vejo uma multinacional 😂. Rimos muito mas o ego é muito cheio de habilidades. A cada situação, dependendo da pessoa com quem estamos, vamos habilitando novos potenciais. 

Afinal o objetivo do ego sempre é ficar bem na foto.

Isto começa mudar quando podemos abrir mão de colocar como prioridade a opinião é a aceitação de alguém. Qualquer alguém.

Quando começo ser honesta com o que sinto e penso, mesmo que isto vá desagradar o outro, ainda que este outro seja alguém que prezo muito. 

Não se trata de desrespeitar, ou ser hostil. 

E as vezes seremos! 

Mas trata se de a partir do reconhecimento da própria sombra, ir além dela. 

Reconhecendo os fingimentos, submissões, medos, sobreposições, poderá ser observado um pouco além disto e acessar também a crença instalada. 

Limpando estas camadas começará surgir a conexão com o coração, nesta conexão a luz expande. 

Quanto mais claridade vai sendo colocada, menos a sombra atuará. 

Neste momento já dá pra fazer escolhas mais conscientes e consistentes, sem o domínio do convencimento, da submissão para obter algo de alguém. 

A base vai se fortalecendo e aumentando, e com isto ancorando se em sua própria base, e tendo a própria base da pra pensar em ir além. 

Aí, vai surgir o fazer o bem, sem ver a quem. 

Porque não se pensa na recompensa, só segue através do transbordamento do que já tenho. 

6 Replies to “Fazer o Bem”

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