Muitas vezes nos obrigamos a ser o que não somos, por apego, medo e falta de confiança em nós mesmos, ou até por um vício de comportamento.
Isto gera barganhas, máscaras, falsidades e jogos que nos mantém nos emaranhados das relações, sem que o amor tenha espaço para fluir.
Este comportamento fica tão usual que temos uma certeza que somos isto… a máscara 🎭
Ao longo da vida vamos nos aprimorando com nossas máscaras e a nesta ilusão nossa certeza vai aumentando.
Estamos numa “moda” de gentileza de gratidão e todos nós queremos ser incluídos, pertencer e sermos seres evoluídos. Nesta necessidade vale até falar o que não sente, mas pra exercitar um pouco mais de honestidade precisa revisar a fábrica de máscara que me habita
Óbvio é melhor uma máscara de gentil do que sair jogando no mundo a própria agressividade. Porém isso precisa ser uma passagem no processo de auto conhecimento porque máscara é máscara e neste lugar não tem máscara boa ou ruim.
Tem máscara
E vale relembrar que não se trata de identificar ou detectar a máscara dos outros, o exercício é fazer isso consigo mesmo.
Eu só posso dar conta das minhas máscaras e você só pode dar conta das suas máscaras.
Para isto é necessário ir além do medo de se ver no espelho limpo, que é aceitar que não estou que gostaria de ser e me deixar ver em minhas etapas… em construção.
Só quando posso reconhecer e assumir minhas máscaras poderei ir além delas.
Então surge uma nova etapa.
Se eu retiro a minha máscara todos os jogos que estavam associados as minhas máscaras irão por terra, é ótimo…
Da terra viemos para terra voltaremos… diz o ditado …
Esta será uma passagem necessária, um dia teremos que nos encorajar a olhar as nossas máscaras, reconhecê-las e desapegar delas, para podermos sermos quem somos realmente.
Sim ! dá medo.
Mas para ir ao céu precisará deixar a mochila mais leve, e há um momento na vida que não nos é dada muitas opções e isso é uma oportunidade valiosa.
Mas tem um preço a pagar!
Precisamos localizar em nós mesmos as incoerências e as alianças que estamos mantendo nas nossas relações e avaliar quais os benefícios estamos tendo com isso.
Neste momento poderemos ser surpreendidos com uma grande decepção, poderemos chegar à conclusão que : a migalha é a moeda de troca, costumo também associar com o lucro da nossa poupança, é tão pequeno que nem vale ser chamado de lucro, o prejuízo é bem maior que o benefício.
Esta é a hora de revisar tudo, assumir aquelas partes em mim que sustentam esta avareza, abrir não de velhos padrões e seguir em frente em minha própria vida com fluência, afinal a toda ação tem uma reação e sem abrir mão de velhos padrões e crenças não teremos espaço e leveza para voar.
Eu faço minhas escolhas e aproveito os aprendizados destas escolhas.
Deste lugar ganhando espaço para honestidade em mim, o que exalo em meu jardim pode invadir outros jardins se assim for consentido.

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