Existem muitas teorias, muitas formas de olhar pra doença

Na Índia ouvi que doenças são liberações carmicas.

Adoecemos porque não cedemos ao que sentimos

Adoecemos para aprender sobre nós, para desvendar e desemaranhar nossas histórias .

Quando tive bulimia me aprofundei um pouco nas doenças relacionadas as emoções, antes disso aos 16 anos já fui diagnosticada com gastrite, e o estômago sempre foi um órgão bem sensível pra mim, ainda mais nova tive algumas questões com intestino.

Algumas informações foram chegando, meu corpo, minha mente e a minha consciência assimilaram.

Quando entendi que o intestino preso tinha a ver com apego ao passado fiquei curiosa, nem imaginava.

Mais pra frente sobre o estômago, com a gastrite ouvi também que tinha a ver com dificuldade de digerir algumas emoções e então o estômago queima.

Sempre fui bem intensa e me sentia fora “da caixa” e acreditava que eu estava errada sendo como eu era, tentava me encaixar e isto não dava muito pra digerir.

Tive também uma relação sensível com minha mãe, em alguns aspectos éramos bem parecidas, em outros éramos opostas, estes opostos geravam muitas tensões, ela tentava me mudar e isto a mim soava agressivo.

Eu tentava me enquadrar mas era hostil pra mim, aprendi também a ser hostil e critica comigo mesma.

Fui compulsiva por exercício em algum momento compreendi também que corria tanto, por um lado porque a corrida e o exercício me acalmava mas como ia para compulsão eu não estava tão conectada com a saúde assim.

Nas emoções corria do que eu sentia.

Na época da compulsão pelo exercício eu fazia faculdade de educação física e também tive uma questão na tiroide, fui diagnosticada com hipotireoidismo, que também trouxeram algumas questões com ausência de menstruação.

Algumas pessoas me diziam que o excesso de exercício alterava a menstruação, eu afirmava que não estava fazendo em excesso, no meu raciocínio equivocado.

Nas emoções questões com o feminino, durante a gestação esperavam um menino, como se estivesse errada por ser quem eu era e como eu era.

Quando tive o diagnóstico, aos 26 anos, que a minha tiroide era hipo o que significava que ela trabalhava menos e mais devagar, foi a explicação que tive, razão pela qual eu engordei, nada grave mas pra minha cabeça aqueles quilos era um obesidade mórbida.

Raciocinei dentro da doença e conclui : se a tiroide trabalha pouco, eu preciso fazer mais exercício e comer menos, assim manteria o equilíbrio.

Outro raciocino equivocado.

Afinal meu corpo estava me dando um sinal, vai com calma e se adeque ao ritmo possível, mas minha mente dizia, vai aí …faz mais.

Habituada que sempre fui a exigir sempre mais de mim, e que nada que eu fazia era bom o suficiente, enlouqueci no exagero.

Além disto nas emoções, já tinha instalado uma sensação de que não suficiente boa, pelo fato de esperarem um menino e eu não ser o que esperavam.

Criei essa regra, instalei essa crença no meu sistema e assim agi por muitos anos da minha vida

Durante um bom tempo esta regra “deu certo”

Entre aspas, porque eu obtive um resultado quase esperado, porém, por dentro algo estava em sofrimento não tinha prazer na comida, ela virou praticamente minha inimiga, eu também era inimiga do meu corpo porque ele não era do jeito que eu gostaria que ele fosse, nem poderia ser porque meu nível de exigência era inatingível.

Além disso naquela época eu não sabia, mas também tinha minhas fidelidades com a minha família que viveu restrições e bastante pobreza, então nessa fidelidade criei restrições, intolerâncias e sensibilidades para alguns alimentos.

Por muito tempo também não sabia distinguir o que era a sabedoria do meu corpo me dizendo: isso não.

Porque alguns alimentos simplesmente não eram bons pro meu corpo

Ficou tudo num pacote só, como se isto fosse defeito do meu corpo, eu não sabia distinguir que algumas “doenças“ eram apenas sabedoria manifestada do meu amigo corpo.

Alimento é a nossa nutrição e está relacionado com a nutrição que recebemos ou não.

Ou melhor o que reconhecemos que recebemos, ou não, muitas vezes interpretamos que não recebemos porque não era do jeito que queríamos, então não assimilamos essa nutrição e a sensação de não estar nutrida permeia.

A carência permanece e se sobrepõe ao alimento suficiente, além disto tem o prazer e a vontade de nos sentimos nutridos.

Lembro de quando eu tive bulimia, que uma torrada além do que eu havia programado como bom, era suficiente para provocar o vômito, observei meu nível de exigência e paralelamente fui observando também que este nível de exigência era algo herdado e que sempre haveria um momento em que eu estaria com certeza que excedi.

O excesso estava relacionado com uma intensidade que tenho, sou uma pessoa que vivo minhas experiências intensamente.

Como dizem eu entro de cabeça, isso é bom pra mim porque vivencio o que preciso e sigo em frente, mas as vezes se não estiver bem atenta minha intensidade pode ser demais pras pessoas no meu em torno e desde cedo em algum lugar eu sentia que isto não era bem-vindo.

Tentei me reduzir me colocar dentro de um padrão “normal” mas isso não era possível digerir, não acredito muito em normal mas naquela época acreditava.

Considerei a minha expressão um excesso.

Não criei isso do nada, ouvi isso muitas vezes e senti também muitas vezes um certo julgamento e crítica com meu jeito.

Acreditei !

E isto também fazia parte do meu processo para esta vida

Tentei me encaixar e me confundia muitas vezes o que era que eu precisava mudar ou o que era que eu precisava aceitar.

Um trabalho de estudo no auto conhecimento, descondicionamento estudo dos egos foram de grande contribuição para eu poder começar discernir, o que era o que!

Para poder discernir precisei me observar, observar meus pensamentos, as minhas crenças e descolar uma coisa da outra.

Afinal o ego tem a suas artimanhas para conseguir o que quer, do jeito que quer.

Pequenos nos submetemos aos adultos, claro não totalmente, mas estamos reféns da necessidade de sermos amados e aceitos.

É sobrevivência ter o amor de nossos pais ou de quem exerce este papel.

Para isso muito cedo aprendemos que devemos nos adequar.

É verdade, crianças não temos noção do limite, e precisamos ter limite mas às vezes vem como imposição, e vamos fazendo interpretações da forma como fica possível.

Vamos administrando e sobrevivendo

Mas o corpo, sente e ressente.

Com os ressentimentos surgem intensidades de energia e esta concentração gera doenças.

Nenhuma novidade afinal este tema é antigo. Lembro de uma associação que Freud fez, ouvi na faculdade de psicologia, com relação às emoções e uma chaminé tampada, o fogo gera fumaça e se não sai pela chaminé encontrará um lugar para sair mas contaminará o ambiente, assim como emoções reprimidas, gerarão uma energia que sobrecarregara algum órgão, e poderá se transformar em doença.

Li Louise Hay por volta de 1990, você pode curar sua vida, e as coisas começaram a fazer mais sentido ela falava sobre as emoções, as doenças, os sentimentos relacionados e uma afirmação positiva como um antídoto para esta situação.

Lembro-me que fiz uma lista dos meus sintomas e a relação com as emoções e as frases positivas, aquilo virou minha oração fazia várias vezes por dia.

Amenizou bastante poder saber a que emoção o sintoma se associava.

Lembro-me também que nesse livro ela dizia : você é 100% responsável por tudo que acontece na sua vida, esta informação não foi tão fácil assimilar porque ainda estava muito viciada na acusação, mas em algum lugar, esta informação se registrou.

Qualquer sintoma que tinha, ia checar no livro que me dava uma luz e sempre coincidia com emoções que de alguma forma me tocava em um lugar que geralmente tinha um núcleo de dor.

Mas de um modo geral sempre fui saudável, mas muito exigente e aos poucos pude perceber que esta exigência era uma reprodução do que recebi e que só eu mesma poderia mudar isto.

Afinal acredito que escolhemos nossos pais e nossa família, porque é o solo fértil para limpar e curar o que precisamos para nossa evolução.

A grande liberdade é poder ser quem somos, mas como podemos ser assim mais honestos, posicionados, flexíveis e amorosos se não sabemos onde somos contra nós mesmos ?

A opção é conhecer e reconhecer nossas entranhas.

Assim as asas poderão crescer a alçar voos mais altos.

Isto só pode acontecer quando nos propomos olhar carinhosamente para aquelas partes não tão agradáveis a nosso próprio respeito, acolher, transformar e colher os frutos.

Assim saímos da vítima, do jogo de acusação e embarcamos na autorresponsabilidade e experimentamos a liberdade.

Aprendemos a dar pro corpo o que é do corpo e pras emoções o que é das emoções, porque comida não supre carência e a doença sinaliza para onde seguir.

Como diz o livro, a doença como caminho.

O que podemos sentir podemos curar

Mas a escolha é cada um que faz.

A experiência é dada e o que faremos com ela escolheremos.

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