As vezes meu corpo enlouquece,

Não percebo

Ele pede pela mãe… mar …

O pedido manifesta se de varias formas,

preciso de mar,

ensurdeço e tento continuar levando a vida como se não tivesse ouvido,

Ele grita… MAR 🌊

A mente me diz agora não dá,

A mente… mente

O coração recente,

e meu amigo “o meu corpo” berra :

Mar !

Eu preciso de mar

Rodopio, adio e tento negociar.

Assim fiz quase a vida inteira, desrespeitei meu corpo e a mente comandou.

Mas a mente, mente… mente de contar mentiras.

E me diz isso não é prioridade, como se prioridade fosse correr atrás do rabo, a correr atrás de nem sei o que é pra que !

Sem sentir, sem consentir o prazer ou relaxar e eu conectar com a natureza,

a minha natureza, que a mãe natureza, se eu observar vai me dizendo o que validar.

Me surpreendo e aprendo que só com calma a minha alma se expressa

Se manifesta

Se expande

Neste momento,

Lembro-me das primeiras vezes que vinha para praia passar o dia, num dia de semana, vinha escondida era como se fosse uma heresia uma vagabundagem.

Me peguei pensando um dia vindo pra praia… muitos anos atrás…

Porque omito ?

Deparei um um pensamento : o que as pessoas pensariam de mim se soubesse que num dia de semana, eu estava na praia.

Nem era férias, uma semana comum !

Quando captei esse pensamento, pensei !

E o que “as pessoas” tem com isso?

E quem são estas “pessoas” que dou este poder de intimidar e encolher meu merecimento ?

Cavando,logo cheguei numa crença :

Tinha que ser muito trabalhadeira e que tinha que ralar muito para conseguir as coisas, só depois de ralar muito tinha o direito de parar um pouco … bem pouco.

Lembrei que numa época tive um quadro depressivo e num trabalho de terapia, estudando os egos, muito cansada que estava e tentando ser mais transparente comentei : nossa queria aposentar !

Nessa época estava com 42 anos e conversando, com uma pessoa muito importante pra mim, e que eu dava muito poder,

ouvi :

Nossa que preguiçosa ainda tão nova querendo aposentar, num tom bem crítico.

Sem acolhimento me me retrai, não que o foco fosse parar tudo, mas o foco era a permissão. Me permitir querer parar, ou apenas pausar.

Me senti ridícula, envergonhada mal afamada

Me encolhi, recolhi a minha espontaneidade, calando a canção da minha expressão mais uma vez,

Sim o que eu queria era ser acolhida na minha vontade ou necessidade.

Mas queria de alguém, algo que só eu poderia me dar.

Só eu mesma poderia me permitir pausar

Sem saber me acolher, busquei fora, não tive, felizmente

Tive que rever e aprender me acolher.

Aos poucos observei o meu julgamento com as pessoas “preguiçosas”, que estava atrelado a algumas opiniões de pessoas importantes pra mim e fui ver o que “eu” pensava sobre preguiça.

Estudando os egos, compreendi um pouco a preguiça ao ler um texto que dizia que a preguiça, antes de chamar preguiça chamava tristeza e desilusão.

Estava num processo de aprofundar nas feridas infantis e nas crenças, a partir destas dores pude compreender a preguiça como uma tentativa incessante de agradar e não conseguir.

Como num filme na minha mente, eu vi como é uma criança, o tempo inteiro tentando um apoio um aplauso ou uma validação.

Tentou tantas vezes e não conseguiu, desistiu.

Neste lugar a preguiça começa falar.

É como se viesse uma frase que dissesse:

Nem adianta tentar que você não vai conseguir

A preguiça falou, se manifestou, ancorou.

Embaçou o merecimento, criou um núcleo de crença, um trauma que leva a calma da alma, que leva a espontaneidade que leva a boa vontade.

Criança ainda com pouca guiança, perde a esperança.

Mas tem que seguir, prosseguir e conseguir de qualquer forma a sua própria forma.

Não se conforma, precisando “ser” através de alguém

Nasce a barganha que não se acanha e leva e expressão.

Deixando a certeza do “eu não consigo”

Algumas pessoas não aceitam e rejeitam o “eu não consigo” se superam, se recuperam e indo cada vez mais fundo tentando provar e comprovar “eu posso eu posso eu consigo” nessa linha produzimos, mas algo dentro bate vazio.

Outras pessoas acreditam mais no “eu não consigo”

E cedem ao pouco

Mesmo sem aceitar, neste lugar, permanece abrigar muitas vezes a se vitimizar, se comparar e se inferiorizar.

A vida segue e algumas realizações acontecem mas como se não fosse possível o pleno em si

Como conceder e ceder ao não fazer, deixar acontecer, e mesmo assim estar na ação, sem concessão.

Sem ação do ego me entrego ao fluir, neste lugar a encantar e trabalhar para se alegrar e espantar o espantalho que sem saber acolho e sustento.

Quando acordo e percebo que estou escrava de uma crença, posso mudar-la transformá-la e ser quem sou

Aproveitando o que posso sem restrições escolho

Colho os frutos das minhas escolhas assim poder viver o meu presente e meu próximo presente cria meu futuro.

Hoje compreendo, sou o microcosmo dentro do macrocosmo

Se produzo e relaxo neste ciclo ouvindo o que é demanda pra minha alma, posso viver com calma, relaxada no suficiente da minha natureza, sem comparação sem compilação sem complicação na ação do coração.

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