Gêmeos … só que não! (Parte 1)

Depois de tantas andanças pelo caminho do autoconhecimento, uma demanda que sempre me chamou e sem resistir segui, simplesmente porque sinto que este é um bom caminho pra aliviar a “bagagem” me deparo com uma situação que pode redefinir a rota

Sem dar muita importância, recebi a informação através de uma pergunta, quase afirmativa, numa sessão se microfisioterapia :

Você foi gêmea gemelar?

Me surpreendi, afinal não sabia que isto existia. Ter sido gerada em gêmeo e não nascer gêmeo.

Nesta surpresa respondi, quase indignada… Não Diogo ! Como assim ?

Ele me introduziu o tema e mencionou que isto ocorre com uma certa frequência, um dos gêmeos morre durante a gestação e muitas vezes nem se fica sabendo, mas as marcas ficam no gêmeo que fica. Seguiu a sessão, achei interessante, mas não me ative nisto. Inocentemente dei como solucionado.

Mal sabia, era um ponto antes do vislumbre de imaginar o que viria.

Apesar da surpresa estava vivendo um momento de tantas mudanças e turbulências na vida, e pensei, bom está feito a sessão e segui.

Meses depois fui pra mais uma formação das Novas Constelações Quânticas, era um curso de sete dias numa cidade do interior, fui porque soube que Brigitte trabalhava o tema doenças e eu estava com muita sensibilidade, já fazia tempo, no estômago e fígado, e as coisas estavam tensas no meu corpo.

Lá fui, era um módulo inicial e não o tema que eu queria, Doenças, mas tudo bem porque senti que era isto.

Já no último dia do curso, em subgrupos cada um constelaria seu tema. Nestes dias de curso lembrei da bulimia que tive por anos, e me pareceu um tema ok, pensei, se provoquei o vômito tantas vezes, isto provável afetou meu estômago.

Escolhi constelar a bulimia. Escolhi uma pessoa para me representar e uma para representar a bulimia.

Nas novas constelações o trabalho é mais silencioso, e as pessoas seguem o movimento, ao final dão a informação que pode ser relevante para quem está sendo constelado.

A representante me pergunta : Você foi gêmea gemelar ?

Neste momento um arrepio sobe dos meus pés até o topo da minha cabeça, e eu transbordo numa emoção que se expressa em choro.

Naquele momento tive certeza que sim !

Em tempos tão intensos que estava, lembrava que tinha recebido esta informação, mas nem associei. Mais tarde lembrei da sessão de microfisioterapia e a clareza começou a chegar.

Ao voltar pra casa sensibilizada com toda novidade que experimentei lá, abri o Facebook e deparei com um post que falava sobre “síndrome do gêmeo desaparecido”, quando li fiquei paralisada por um tempo, como se estivesse lendo minha própria ficha de anamnese. Deu um respiro, porque sendo um tema já estudado eu teria onde recorrer para estar mais íntima com este tema … bem mais tarde saberia … o meu tema de vida !

Comecei compreender muitas sensações de inadequação que tinha, e que achava um pouco “exagerada” depois de tantos mergulhos que já havia feito, e mesmo tendo bastante compreensão de muitas facetas de dores, sensação de exclusão, de não fazer parte, culpas etc, sentia como se não estivesse balanceada, sentia que algo não encaixava.

Me deu uma luz e senti que nesta informação recém chegada teria algo que pudesse me sinalizar algo, os meus sentimentos estavam muito desconexos em alguns “departamentos”.

Inocentemente me dei por satisfeita, digo inocentemente porque depois de uns cinco anos esta porta realmente se escancara e posso ter uma clareza que me permite compartilhar.

Desde adolescência mamãe mencionava que ela achava que iria morrer na hora que eu nascesse, muito dedicada e cuidadosa deixou um enxoval suficiente para eu chegar a um ano, e para as minhas irmãs também.

Um dia, ela me disse : achava que em um ano seu pai poderia casar novamente. Num intuito de proteção e de solucionar.

Eu que sempre quero saber mais da alma humana, não me continha e perguntei algumas vezes : mas mãe porque será que achava que ia morrer, o que acontecia ?

Ela (objetivamente) : não sei, só achava !

Ao voltar do curso com estas informações, não pude me conter, conversando com ela dias depois, disse lhe :

Mãe fiz um curso e entendi porque você sempre achou que morreria quando eu nascesse, é que eu era gêmea, e o gêmeo morreu, você com sua sensibilidade sentiu uma morte, eu crescendo em sua barriga, e até num instinto de preservar a minha vida, imaginava que você morreria.

Ela geralmente me olhava com uma cara de “lá vem ela com estas histórias dela”

Naquela vez para minha surpresa, ela me olha e diz :

Nossa ! Tem cada coisa nesta vida que a gente nem imagina né !

Nunca soube disto.

Eu respondi: sim mãe porque naquela época não se fazia exames, eu nasci com parteira e em casa, e o bebê morreu muito cedo, e na hora que nasci acredito que se ainda tivesse algum vestígio, não seria possível identificar.

Ela ficou surpresa com a informação, e aceitou.

E eu fiquei totalmente surpresa com a aceitação dela.

Hoje sinto que quando algo falado toca a alma, podemos aceitar independente dos nossos julgamentos e crenças.

[Gêmeo solitário – A relação entre gêmeos é a vinculação mais próxima que conhecemos entre todos os seres humanos, inclusive maior do que o relacionamento com a própria mãe 🤯

* 10 a 15 % das gravidezes iniciam como Multiplas,

* 1 entre 10 chega ao parto em gêmeos,

* 1 a cada 10 é um gêmeo solitário e um se foi “sem” deixar vestígio

Livro Gêmeo Solitário (Peter Bourquin e Carmen Cortés)]

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👫👭👬

Diogo Christofoli, Fisioterapeuta, microfisioterapia

@diogochristofoli

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